Cognição
A cognição é a capacidade humana de processar informações. O homem, baseado no arquivo de seus conhecimentos, estará apto a se adaptar, agir e reagir em relação aos eventos do dia-a-dia.
Segundo DAMÁSIO (1996) “o conhecimento geral necessário depende de vários sistemas localizados, não numa região, mas em regiões cerebrais relativamente separadas. Uma grande parte de tal conhecimento é reunida sob a forma de imagens não num único, mas em muitos locais do cérebro”.
Essas “imagens sobre as quais nós raciocinamos (imagens de objetos específicos, ações e esquemas relacionais; imagens de palavras que ajudam a traduzir tudo isso sob a forma de linguagem) não só devem estar ‘em foco’ – algo que é obtido pela a atenção – como deve também ser “mantidas ativas na mente” – algo que é realizado pela memória de trabalho em alto nível”[i].
Os lobos frontais são responsáveis pela estruturação e ordenação de uma série de ações cognitivas. Sua atuação “permite transformar um amontoado confuso de peças de quebra-cabeça em um todo coerente. (...) O ‘diretor’ do cérebro, que trabalha nos lobos frontais, coloca em seqüência e prioriza diversas etapas de execuções e cria um plano para atingir o objetivo que inclui opções para serem usadas apenas em caso de mudança ou problemas”[ii].
Estilos Cognitivos
Os teóricos (como Riding e Ravner (1998)[iii] - CSA - Cognitive Styles Analisys e Felder e Silverman, de 1999 - ILS - Index of Learning Styles Questionnaire) apontam que existem alguns distintos estilos cognitivos. Ou seja, grupos de pessoas que possuem características específicas no processo de aprender e reter conhecimento. Algumas se focam mais no entorno ambiental, outras nas formas visuais, outras nos elementos sonoros, outras, ainda, na ação dos movimentos.
Na prática organizacional, o que nos interessa é prover resultados amplos para todas as categorias cognitivas. Uma vez que cada estilo possui especificidades em questões como: Como se aprende?; O que distrai?; Como se processa a informação?; Como se interage com o ambiente?; Como se organizam os dados?
Linguagem de Metáforas
Como aponta RATEY (2002) “a maioria das informações sensoriais que nos chegam são remetidas primeiro para o tálamo, que depois as transmite para os lobos sensorial e frontal a fim de serem analisadas em detalhe e respondidas”. No entanto, quando acontece a ocorrência de uma informação carregada de dados emocionais, o tálamo utiliza um atalho, despachando a informação para a amígdala e promovendo reações mais ágeis e direcionadas, sejam por reação física seja por associação sináptica.
Para GREENFIELD (2006), o cérebro é tão sensível à mudança que qualquer coisa no ambiente pode mudar a mente. Tirando partido dessas considerações vamos explorar a utilização de elementos simbólicos e metafóricos para incrementar o processo de comunicação. Em ZALTMAN (2006, p.108), fica enfatizada a importância do potencial do uso da metáfora no desenvolvimento humano, quando o pesquisador define sua abordagem: “(...) incluo toda linguagem não-literal, as analogias e as expressões idiomáticas. As metáforas são fundamentais no pensamento. Estima-se que usamos seis delas por minuto em nosso discurso oral”.
As metáforas como apoio ao processo de raciocínio podem ser vistos como ferramentas mentais para a promoção das convergências sinápticas comentadas por Damásio. As metáforas “são o motor da imaginação. Elas nos ajudam a expressar o que sentimos ou pensamos e estimulam a atividade mental. Além disso, incidem em nossa percepção do mundo, na compreensão de novos conceitos e na interpretação das experiências”.[iv]
A metáfora pode ser concebida como um processo de transferência de significado, que a analogia entre dois conceitos para construir uma relação. Para tanto, os objetos relacionados devem possuir pontos em comum. Dessa forma, altera o sentido original da palavra, expressão ou situação, acrescentando novos pontos de vista referentes à significação ou similaridade semântica.
Referenciais Simbólicos
A percepção da visão, segundo ECO (1985) está baseada em princípios simbólicos, ou seja culturais. Pois somos animais que conseguimos distinguir as cores e acima de tudo animais culturais.
Uma imagem traz consigo um poder alusivo que não é único, sua recepção e conseqüente percepção vai diferir de pessoa para pessoa, de acordo com as características cognitivas de cada um, ou seja, dependendo do contexto e do conjunto de experiências e vivências específicas de cada indivíduo ou de grupos de indivíduos uma evocação representativa e simbólica distinta pode surgir.
Para compreender melhor os fatores que compõe o escopo desse processo é importante sistematizar as seqüências básicas dos eventos que compõe a percepção visual. Podemos apontar três vertentes principais dessa construção perceptiva: a formação da imagem na retina; o enquadramento em uma categoria semiótica e a discriminação complementar dos processos sensoriais.
Comunicação Não-Verbal
ARGYLE (1967) considera que os elementos não-verbais de interface comunicativa “tomam parte igualmente ativa dos elementos verbais na composição de mensagens (...) as expressões não verbais não funcionam como trama de sustentação da mensagem verbal ’essencial’, mas representam partes essenciais da mensagem global”.
A comunicação não-verbal, segundo MALDONATO (2004, p.95), “é formada pelo conjunto de sistemas entonacional e paralinguístico. Ambos os sistemas encerram aspectos não estritamente lingüísticos da fala, como o tom, o timbre, as pausa”. E ainda enfatiza que “todavia, expressa-se mediante quatro comportamentos fundamentais: espacial, motor-gestual, mímico facial e visual”.
Comunicação Visual
Dentre as diversas formas de comunicação que nos rodeiam, a que acumulou o maior incremento nos últimos anos foi, sem dúvida, a comunicação visual. Na medida em que o poder das imagens ganha terreno com o mundo multimídia, os subsídios teóricos e práticos para a construção de processos de comunicação visual também se densificaram. Existem 5 elementos estruturais sustentando esses processos de comunicação: a linha; a superfície; o volume; a luz; e a cor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário